sexta-feira, 15 de julho de 2016

naquele sonho das horas da tarde eu literalmente fazia merda dentro de um pratinho e depois chorava pedindo desculpa a todos que pela educação elisabetana não poderiam me perdoar de maneira alguma, mesmo que a minha mãe dissesse que era irrelevante ou mesmo incongruente pedir desculpas dessa maneira repetitiva e viciada a que eu estava a pedir nada mais me ocorria entre soluços, a não ser o que fazer com o monte de cocô dentro do prato que eu havia de jogar no lixo após relutar um pouco pensando que melhor jeito de limpá-lo (o que depois claramente soaria absurdo, não se limpa o prato em que se cagou como se fosse possível comer nele em outra ocasião mais amena) e então a solução seria que o aparato utilizado para cagar ali no meio do almoço em família deveria ser descartado higienicamente porque contaminar matéria significa torná-la a amálgama do indesejado, ainda que se veja até onde começa e termina um e outro objeto (merda e porcelana), nada, nem água nem sabão, nem a vontade de deus, irá separá-los.

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"Somewhere in her smile she knows that I don't need no other lover"