sexta-feira, 17 de junho de 2016

Lambe a tumalina negra até que sinta o gosto massento de nada/até que a primeira presença nela guardada deslize garganta abaixo – as memórias são uma coisa muito mas muito terrível porque nos mudam de feição dentre elas mesmas – o corpo sabe bem o que deseja e após retirar a tumalina da boca de mercúrio direto ponha na metade da caixa torácica que recai sobre o topo do estômago – a região que se sabe é onde sentimos angústia – não sei se tem a ver com a bile negra mas não quero que tenha.

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Os geólogos recomendam chamar rocha, não chamo porque é pequena.



se a sujeita for questão de referente, assim como o calor e sucessivamente o frio, na interlocução entre meu corpo repleto de óleos suores e sujeiras da falta de banho e a pedra, repleta também das situações mesmas, ainda que não dejete, o meu corpo venceria e a pedra a mim mesma.
 

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"Somewhere in her smile she knows that I don't need no other lover"